Nota da LCP sobre ataque a latifúndio e morte de um policial civil

Luta camponesa

Publicamos abaixo nota da Comissão Nacional da Liga dos Camponeses Pobres denunciando tentativa da extrema-direita latifundiária de Rondônia, através da imprensa a seu serviço, de imputar à LCP a autoria de um ataque a uma fazenda e a morte de um policial civil próximo ao acampamento Tiago Campim dos Santos, em Nova Mutum, no distrito rural de Porto Velho, Rondônia.

Manifestação LCP Tiago Campin dos Santos
Camponeses da Área Tiago Campin dos Santos em bloqueio da BR-364, durante as batalhas do Norte em 2021.

LCP NEGA AUTORIA DE ATAQUE À SEDE DA NORBRASIL E ACUSA O BANDO DO JED


Na noite do último dia 14 de abril, a imprensa lixo latifundista de Rondônia, através do site rondoniaovivo, anunciou um ataque a sede do latifúndio NorBrasil, onde teria sido morto um policial civil aposentado, e outros “funcionários” estariam feridos ou desaparecidos.

https://rondoniaovivo.com/noticia/policia/2026/04/14/urgente-policial-civil-e-morre-e-outras-pessoas-ficam-feridas-em-ataque-na-fazenda-galo-velho.html

No primeiro parágrafo acusa, sem prova alguma, à honrada LCP como autora do ataque. A LCP junto com as famílias camponesas na área vizinha Tiago Campin dos Santos, resiste há mais de 7 anos a todos os ataques do latifúndio que conta com o apoio da PM-RO. Com as massas organizadas esta resistência vem impondo sucessivas derrotas às hordas covardes e assassinas da repressão, inclusive derrotando a extrema direita latifundiária que governa do estado, que contou com apoio bilionário e da Força Nacional de Segurança enviados pelo governo do genocida Bolsonaro, em meio à pandemia da covid.

Já no dia 15 pela manhã, na manchete do dia, o sanguinário desinformativo é mais explicito:

https://rondoniaovivo.com/noticia/policia/2026/04/15/fazenda-norbrasil-ataque-da-lcp-deixa-policial-morto-e-outras-quatro-pessoas-baleadas.html


Não foi a LCP


A trampa para criminalizar a sagrada luta dos camponeses pobres pela terra e demonizar a LCP foi orquestrada pela extrema direita latifundiária de Rondônia, com a participação do defenestrado do comando-geral da PM, o matador de pobres Coronel Braguim. Ainda ainda assim segue ativo nos grupos de extermínio de pequenos camponeses e de pobres. A prova é que foram estes grupos (de dentro e de fora da corporação), que em janeiro deste ano, com a cobertura do nome BOPE de Rondônia, assassinaram o companheiro Flecha em Alto Paraíso, MT. Semanas antes de mais este crime, Braguim tinha sido exonerado (final do ano passado) ao ser comprovada a agressão física por ele à sua mulher e por dirigir bêbado em carro oficial. Mas a razão mesma foi a vinda a tona, à véspera do entrante ano eleitoral (2026), a denúncia de sua carreira de crimes.


Os objetivos deste atentado


Um dos objetivos foi desviar o foco das investigações em curso de seus próprios crimes. Conforme noticiou o site tudorondonia e também o G1 no dia 14 de abril, que a força-tarefa da Polícia Federal e do Ministério Público Federal cumpriram mandatos de busca e apreensão em Rondônia, investigando assassinatos de camponeses ocorridos entre 2009 e 2016, crimes estes jamais investigados pela polícia de Rondônia, crimes entre os quais os assassinatos dos queridos companheiros Renato Nathan, Gilson, Élcio, Isaque e Edilene.

O segundo objetivo é o de lançar a culpa na LCP para encobrir outros crimes e a maracutaia entre a organização criminosa chefiada pelo coronel Braguin, grileiros latifundiários operantes na região (como o conhecido Galo Velho e o sojeiro Marçal), o atual superintendente do INCRA de Rondônia, Flávio e o bando do “Jed” que passou aterrorizar as famílias do TCS. Ou seja, de vítima no passado dia 14 de abril, a LCP, mais uma vez, passaria a ser ré no dia seguinte. Aliás, qualquer um honesto sabe que tal acontecimento não poderiam ter a assinatura da LCP, pelo simples fato de que nele não havia a presença das massas naquela ação.

Este é o primeiro esclarecimento. Mas quem seriam os executores do “ataque” e sua motivação?


O grupo armado de degenerados

Para praticar o ataque, matar o “policial aposentado” e perseguir e ferir outros e jogar a culpa na LCP, a polícia e a extrema direita se utilizaram do grupo armado formado por degenerados e lumpens comandados pelo elemento que responde por “Jed”. Esse bando de traidores do companheiro Gedeon, já vinha a tempos aterrorizando os moradores, expulsando famílias de seus lotes e ameaçando de morte a todas as pessoas defensoras da LCP. Botaram as suas garras totalmente de fora após a “Operação Godos” do GAECO (novembro de 2025), em que o BOPE assassinou covardemente uma das lideranças, o companheiro Elias Camilo, prendeu dezenas de pessoas, entre elas, a Doutora Lenir, advogada dos camponeses e o motorista da ABRAPO Rubens Braga, além da perseguição das principais lideranças da área, ativistas da LCP e mesmo uma série de funcionários públicos que atuavam (cumprindo o seu dever) na região. Até este momento este bando não havia conseguido o intento de dominar a área e tiveram vários de seus membros expulsos da área pela assembleia Popular. E na região, só na luta desta área, noa últimos 8 anos, já haviam sido assassinados vários camponeses por policiais a soldo do latifúndio, entre os quais os companheiros Ademar Ferreira e Tiago Campim; Amaral, Amarildo e Kevin; Gedeon e Rafael; Rodrigo e Raniel.

Foi a partir da “Operação Godos” que, mesmo com a polícia circulando na área, praticando toda sorte de covardias e humilhações contra as famílias camponesas e aplicando multas absurdas sob a esfarrapada desculpa “ambiental”, com parte das lideranças presas e outras tendo saído da área por estar com mandado de prisão preventiva, estes elementos degenerados se aproveitaram e passaram a ameaçar e intimidar as pessoas mediante armas de fogo para impedir todas as tentativas de reorganização, contratando advogados corruptos, pressionando todos e todas a pagarem taxas com a ameaça de expulsão dos seus lotes. Inclusive, com a prisão dos membros da Associação, com que rapidamente os camponeses organizaram novamente sua diretoria, mas a grande maioria de seus novos membros foi obrigada a renunciar sob ameaças deste mesmo bando armado.

Por isto mesmo, como parte da armação, a atual diretoria (Associação do Jed) se apressou em divulgar sua nota preparada pela sua nova advogada Ivanete Damasceno (OAB RO n 1410 69 984372213 ivanete.damasceno@gmail.com) que é parte do conluio, nota que tenta se desvincular do referido ataque do bando do “Jed” e onde afirma quereforça que não possui qualquer vínculo, relação ou alinhamento com o movimento Liga dos Camponeses Pobres (LCP)”, esta afirmação a única verdade presente em dita nota.

Durante a permanente circulação de viaturas da PM na área, desde a referida “Operação Godos”, foi ficando claro que algo diferente estava ocorrendo, as ameaças do bando contra os moradores, aumentando o ambiente de terror. Ao mesmo tempo da frequência da passagem de policiais para tomar cafezinho na casa do “Jed”, os boatos como este passaram a correr ao pé de ouvido por toda a área e novas informações foram aparecendo, se comprovando que foi esse grupo que assassinou no dia 7 de fevereiro deste ano o companheiro Dinei, sobrinho do Elias Camilo, quando este foi cobrar os pertences do tio que haviam roubado. Logo em seguida, a viúva de Elias, que mal havia se recuperado dos ferimentos de tiros da PM recebidos ao lado do marido, ela e seus dois filhos tiveram que sair da área, assim como outras famílias que também foram expulsas por não acatarem as ordens do bando e cujas casas suas foram queimadas. E como é sabido por todos e todas da área que foram os do mesmo bando que, no dia 11 de abril, assassinaram o jovem Luan.

Esses degenerados em vão tentaram ao longo dos anos se infiltrar na LCP, mas nunca houve a mínima chance de lograrem êxito, pois não cumpriam a regra de ouro, NUNCA LEVANTAR UM DEDO QUE SEJA CONTRA AS MASSAS, nem ameaçar seus poucos pertences conseguidos com suor e luta. Foi traindo o pensamento e luta do companheiro Gedeon e levando outros meliantes para a área que reforçaram o bando. A ligação deste bando com a polícia fica desmascarada mais ainda com este ataque à sede da NorBrasil para jogar a culpa na LCP e culminar a trama de expulsar as famílias do TCS2, para efetivar a negociata que envolve o superintendente do INCRA, senhor Flávio que vinha ameaçando os camponeses com recados de que “onde a LCP estiver não haverá terra para eles” (logo a LCP revelará o monte de lixo de corrupção no INCRA com latifundiários), negócios cujo botim será repartido entre o bando do “Jed”, policiais e Flávio.

E para entender essa lógica, de matar e perseguir as lideranças autênticas, liberar criminosos para agirem, utilizá-los, e imputar sua conduta ao movimento de massas, podemos ver num grande acontecimento da atualidade que mobilizou as massas no mundo inteiro, o que acontece na Palestina. Grupos de bandidos traidores pró-Israel, após os intensos e covardes bombardeios dos assassinos sionistas sobre os dirigentes da Resistência Nacional Palestina e das massas, quiseram se assenhorar do poder em Gaza. Lá estão sendo derrotados e aqui também serão!!!!!!

A seguir esclareceremos mais a motivação desse grupo armado de degenerados nos acontecimentos, pois não passam de massa de manobra descartável do grupo de extermínio do Braguim.


A mão suja de sangue do bandido Flávio do INCRA-RO

Flávio intermediou um acordo desse grupelho com um grileiro latifundiário sojeiro, muito dinheiro. Nesse acordo, este grupo “convenceria” parte das massas a entregar suas terras TCS2 ao sojeiro, terras conquistadas na mesma jornada de lutas. Receberiam uma mixaria, mas seriam enganados, estes camponeses que abririam mão de seus lotes, com a promessa do Flávio de “desapropriar” a parte da frente, onde fica a sede da NorBrasil. Para o sojeiro, grande negócio, pois compraria terra a preço de banana, por ser fruto de ocupação, e Flávio legalizaria esta propriedade, recebendo muito mais do que os camponeses e o grupelho armado, que além de degenerado é trouxa. Quanto à parte da NorBrasil em questão, prometida ao grupelho, jamais seria resolvida, enquanto Flávio utilizaria a contenda para amealhar para sua conta particular parte dos milhões que o famoso grileiro Galo Velho e seus advogados roubaram da União.

Tudo isso estaria muito bem ajustado não fosse a LCP. A tomada de todo o latifúndio grilado por Galo Velho seria para as massas, e nâo essa negociata porca e criminosa. Tambem por isso mas nâo só tanto odio contra a LCP. Por isso ao longo dos últimos 5 anos Flávio sentou em cima do processo, não encaminhou o processo para Brasília, não fez a cadeia dominial, recebia qualquer um que anunciasse ser do Tiago Campin desde que não fosse da LCP.

As mãos de Flávio estão sujas com o sangue da grande maioria dos assassinatos de camponeses desde que assumiu o INCRA em 2023. Useiro e vezeiro de jogar massas contra massas, fazer cadastro falso de camponeses onde os mesmos não ficam com cópia e ele utiliza para campanha eleitoral, utilizando camponeses para legalizar posses fraudulentas de parentes de latifundiários como no caso do “Rei do Tambaqui”, e como quer fazer agora na Fazenda Vilhena, jogando Associações contra associações, prometendo a terra para milhares, mas retomando pequena gleba destas terras públicas para que os camponeses briguem entre si enquanto entrega a melhor parte das terras para o filho do latifundiário assassino de camponeses Nego Zen. Flávio, de dono de pequena farmácia em Machadinho D’Oeste virou bandido, e vai pagar. E ainda vai levar junto para seu calvário os políticos que acreditam que ele só ajuda a ganhar prestígio. A competição e difícil, mas Flávio e talvez o mais odiado dos gestores públicos de Rondônia, além de ser conhecido como o agente do INCRA mais corrupto do País. Só nos engrandece por nos odiar tanto.

Por fim, vejamos:

No dia 16 de março o juiz Áureo Virgílio Queiroz emitiu liminar de despejo das Áreas TCS e TCS2. Imediatamente os advogados da ABRABO que faz a defesa dos camponeses e da LCP entraram no STF contestando tal liminar e a decisão foi a MANUTENÇÃO DA SUSPENSÃO DO DESPEJO DEFERIDA PELA MINISTRA CARMEN LÚCIA, em novembro de 2021.

MAIS UMA VEZ AS MENTIRAS CONTRA A LCP NÃO PASSARÃO, CANALHAS!

A LCP E AS FAMÍLIAS CAMPONESAS SEGUIRÃO A LUTA E VENCERÃO!

TERRA A QUEM NELA VIVE E TRABALHA!

ABAIXO A EXTREMA DIREITA E O BOLSONARISMO!

MORTE AO LATIFÚNDIO!

VIVA A REVOLUÇÃO AGRÁRIA!

PALESTINA RESISTE, PALESTINA TRIUNFARÁ!

VIVA A RESISTÊNCIA NACIONAL IRANIANA!

MORTE AO IMPERIALISMO E AO SIONISMO!

COMISSÃO NACIONAL DAS LIGAS DE CAMPONESES POBRES – LCP

Goiânia, 16 de abril de 2026