Publicamos abaixo nota da Comissão Nacional da Liga dos Camponeses Pobres denunciando tentativa da extrema-direita latifundiária de Rondônia, através da imprensa a seu serviço, de imputar à LCP a autoria de um ataque a uma fazenda e a morte de um policial civil próximo ao acampamento Tiago Campim dos Santos, em Nova Mutum, no distrito rural de Porto Velho, Rondônia.

LCP NEGA AUTORIA DE ATAQUE À SEDE DA NORBRASIL E ACUSA O BANDO DO JED
Na noite do último dia 14 de abril, a imprensa lixo latifundista de Rondônia, através do site rondoniaovivo, anunciou um ataque a sede do latifúndio NorBrasil, onde teria sido morto um policial civil aposentado, e outros “funcionários” estariam feridos ou desaparecidos.
No primeiro parágrafo acusa, sem prova alguma, à honrada LCP como autora do ataque. A LCP junto com as famílias camponesas na área vizinha Tiago Campin dos Santos, resiste há mais de 7 anos a todos os ataques do latifúndio que conta com o apoio da PM-RO. Com as massas organizadas esta resistência vem impondo sucessivas derrotas às hordas covardes e assassinas da repressão, inclusive derrotando a extrema direita latifundiária que governa do estado, que contou com apoio bilionário e da Força Nacional de Segurança enviados pelo governo do genocida Bolsonaro, em meio à pandemia da covid.
Já no dia 15 pela manhã, na manchete do dia, o sanguinário desinformativo é mais explicito:
Não foi a LCP
A trampa para criminalizar a sagrada luta dos camponeses pobres pela terra e demonizar a LCP foi orquestrada pela extrema direita latifundiária de Rondônia, com a participação do defenestrado do comando-geral da PM, o matador de pobres Coronel Braguim. Ainda ainda assim segue ativo nos grupos de extermínio de pequenos camponeses e de pobres. A prova é que foram estes grupos (de dentro e de fora da corporação), que em janeiro deste ano, com a cobertura do nome BOPE de Rondônia, assassinaram o companheiro Flecha em Alto Paraíso, MT. Semanas antes de mais este crime, Braguim tinha sido exonerado (final do ano passado) ao ser comprovada a agressão física por ele à sua mulher e por dirigir bêbado em carro oficial. Mas a razão mesma foi a vinda a tona, à véspera do entrante ano eleitoral (2026), a denúncia de sua carreira de crimes.
Os objetivos deste atentado
Um dos objetivos foi desviar o foco das investigações em curso de seus próprios crimes. Conforme noticiou o site tudorondonia e também o G1 no dia 14 de abril, que a força-tarefa da Polícia Federal e do Ministério Público Federal cumpriram mandatos de busca e apreensão em Rondônia, investigando assassinatos de camponeses ocorridos entre 2009 e 2016, crimes estes jamais investigados pela polícia de Rondônia, crimes entre os quais os assassinatos dos queridos companheiros Renato Nathan, Gilson, Élcio, Isaque e Edilene.
O segundo objetivo é o de lançar a culpa na LCP para encobrir outros crimes e a maracutaia entre a organização criminosa chefiada pelo coronel Braguin, grileiros latifundiários operantes na região (como o conhecido Galo Velho e o sojeiro Marçal), o atual superintendente do INCRA de Rondônia, Flávio e o bando do “Jed” que passou aterrorizar as famílias do TCS. Ou seja, de vítima no passado dia 14 de abril, a LCP, mais uma vez, passaria a ser ré no dia seguinte. Aliás, qualquer um honesto sabe que tal acontecimento não poderiam ter a assinatura da LCP, pelo simples fato de que nele não havia a presença das massas naquela ação.
Este é o primeiro esclarecimento. Mas quem seriam os executores do “ataque” e sua motivação?
O grupo armado de degenerados
Para praticar o ataque, matar o “policial aposentado” e perseguir e ferir outros e jogar a culpa na LCP, a polícia e a extrema direita se utilizaram do grupo armado formado por degenerados e lumpens comandados pelo elemento que responde por “Jed”. Esse bando de traidores do companheiro Gedeon, já vinha a tempos aterrorizando os moradores, expulsando famílias de seus lotes e ameaçando de morte a todas as pessoas defensoras da LCP. Botaram as suas garras totalmente de fora após a “Operação Godos” do GAECO (novembro de 2025), em que o BOPE assassinou covardemente uma das lideranças, o companheiro Elias Camilo, prendeu dezenas de pessoas, entre elas, a Doutora Lenir, advogada dos camponeses e o motorista da ABRAPO Rubens Braga, além da perseguição das principais lideranças da área, ativistas da LCP e mesmo uma série de funcionários públicos que atuavam (cumprindo o seu dever) na região. Até este momento este bando não havia conseguido o intento de dominar a área e tiveram vários de seus membros expulsos da área pela assembleia Popular. E na região, só na luta desta área, noa últimos 8 anos, já haviam sido assassinados vários camponeses por policiais a soldo do latifúndio, entre os quais os companheiros Ademar Ferreira e Tiago Campim; Amaral, Amarildo e Kevin; Gedeon e Rafael; Rodrigo e Raniel.
Foi a partir da “Operação Godos” que, mesmo com a polícia circulando na área, praticando toda sorte de covardias e humilhações contra as famílias camponesas e aplicando multas absurdas sob a esfarrapada desculpa “ambiental”, com parte das lideranças presas e outras tendo saído da área por estar com mandado de prisão preventiva, estes elementos degenerados se aproveitaram e passaram a ameaçar e intimidar as pessoas mediante armas de fogo para impedir todas as tentativas de reorganização, contratando advogados corruptos, pressionando todos e todas a pagarem taxas com a ameaça de expulsão dos seus lotes. Inclusive, com a prisão dos membros da Associação, com que rapidamente os camponeses organizaram novamente sua diretoria, mas a grande maioria de seus novos membros foi obrigada a renunciar sob ameaças deste mesmo bando armado.
Por isto mesmo, como parte da armação, a atual diretoria (Associação do Jed) se apressou em divulgar sua nota preparada pela sua nova advogada Ivanete Damasceno (OAB RO n 1410 69 984372213 ivanete.damasceno@gmail.com) que é parte do conluio, nota que tenta se desvincular do referido ataque do bando do “Jed” e onde afirma que “reforça que não possui qualquer vínculo, relação ou alinhamento com o movimento Liga dos Camponeses Pobres (LCP)”, esta afirmação a única verdade presente em dita nota.
Durante a permanente circulação de viaturas da PM na área, desde a referida “Operação Godos”, foi ficando claro que algo diferente estava ocorrendo, as ameaças do bando contra os moradores, aumentando o ambiente de terror. Ao mesmo tempo da frequência da passagem de policiais para tomar cafezinho na casa do “Jed”, os boatos como este passaram a correr ao pé de ouvido por toda a área e novas informações foram aparecendo, se comprovando que foi esse grupo que assassinou no dia 7 de fevereiro deste ano o companheiro Dinei, sobrinho do Elias Camilo, quando este foi cobrar os pertences do tio que haviam roubado. Logo em seguida, a viúva de Elias, que mal havia se recuperado dos ferimentos de tiros da PM recebidos ao lado do marido, ela e seus dois filhos tiveram que sair da área, assim como outras famílias que também foram expulsas por não acatarem as ordens do bando e cujas casas suas foram queimadas. E como é sabido por todos e todas da área que foram os do mesmo bando que, no dia 11 de abril, assassinaram o jovem Luan.
Esses degenerados em vão tentaram ao longo dos anos se infiltrar na LCP, mas nunca houve a mínima chance de lograrem êxito, pois não cumpriam a regra de ouro, NUNCA LEVANTAR UM DEDO QUE SEJA CONTRA AS MASSAS, nem ameaçar seus poucos pertences conseguidos com suor e luta. Foi traindo o pensamento e luta do companheiro Gedeon e levando outros meliantes para a área que reforçaram o bando. A ligação deste bando com a polícia fica desmascarada mais ainda com este ataque à sede da NorBrasil para jogar a culpa na LCP e culminar a trama de expulsar as famílias do TCS2, para efetivar a negociata que envolve o superintendente do INCRA, senhor Flávio que vinha ameaçando os camponeses com recados de que “onde a LCP estiver não haverá terra para eles” (logo a LCP revelará o monte de lixo de corrupção no INCRA com latifundiários), negócios cujo botim será repartido entre o bando do “Jed”, policiais e Flávio.
E para entender essa lógica, de matar e perseguir as lideranças autênticas, liberar criminosos para agirem, utilizá-los, e imputar sua conduta ao movimento de massas, podemos ver num grande acontecimento da atualidade que mobilizou as massas no mundo inteiro, o que acontece na Palestina. Grupos de bandidos traidores pró-Israel, após os intensos e covardes bombardeios dos assassinos sionistas sobre os dirigentes da Resistência Nacional Palestina e das massas, quiseram se assenhorar do poder em Gaza. Lá estão sendo derrotados e aqui também serão!!!!!!
A seguir esclareceremos mais a motivação desse grupo armado de degenerados nos acontecimentos, pois não passam de massa de manobra descartável do grupo de extermínio do Braguim.
A mão suja de sangue do bandido Flávio do INCRA-RO
Flávio intermediou um acordo desse grupelho com um grileiro latifundiário sojeiro, muito dinheiro. Nesse acordo, este grupo “convenceria” parte das massas a entregar suas terras TCS2 ao sojeiro, terras conquistadas na mesma jornada de lutas. Receberiam uma mixaria, mas seriam enganados, estes camponeses que abririam mão de seus lotes, com a promessa do Flávio de “desapropriar” a parte da frente, onde fica a sede da NorBrasil. Para o sojeiro, grande negócio, pois compraria terra a preço de banana, por ser fruto de ocupação, e Flávio legalizaria esta propriedade, recebendo muito mais do que os camponeses e o grupelho armado, que além de degenerado é trouxa. Quanto à parte da NorBrasil em questão, prometida ao grupelho, jamais seria resolvida, enquanto Flávio utilizaria a contenda para amealhar para sua conta particular parte dos milhões que o famoso grileiro Galo Velho e seus advogados roubaram da União.
Tudo isso estaria muito bem ajustado não fosse a LCP. A tomada de todo o latifúndio grilado por Galo Velho seria para as massas, e nâo essa negociata porca e criminosa. Tambem por isso mas nâo só tanto odio contra a LCP. Por isso ao longo dos últimos 5 anos Flávio sentou em cima do processo, não encaminhou o processo para Brasília, não fez a cadeia dominial, recebia qualquer um que anunciasse ser do Tiago Campin desde que não fosse da LCP.
As mãos de Flávio estão sujas com o sangue da grande maioria dos assassinatos de camponeses desde que assumiu o INCRA em 2023. Useiro e vezeiro de jogar massas contra massas, fazer cadastro falso de camponeses onde os mesmos não ficam com cópia e ele utiliza para campanha eleitoral, utilizando camponeses para legalizar posses fraudulentas de parentes de latifundiários como no caso do “Rei do Tambaqui”, e como quer fazer agora na Fazenda Vilhena, jogando Associações contra associações, prometendo a terra para milhares, mas retomando pequena gleba destas terras públicas para que os camponeses briguem entre si enquanto entrega a melhor parte das terras para o filho do latifundiário assassino de camponeses Nego Zen. Flávio, de dono de pequena farmácia em Machadinho D’Oeste virou bandido, e vai pagar. E ainda vai levar junto para seu calvário os políticos que acreditam que ele só ajuda a ganhar prestígio. A competição e difícil, mas Flávio e talvez o mais odiado dos gestores públicos de Rondônia, além de ser conhecido como o agente do INCRA mais corrupto do País. Só nos engrandece por nos odiar tanto.
Por fim, vejamos:
No dia 16 de março o juiz Áureo Virgílio Queiroz emitiu liminar de despejo das Áreas TCS e TCS2. Imediatamente os advogados da ABRABO que faz a defesa dos camponeses e da LCP entraram no STF contestando tal liminar e a decisão foi a MANUTENÇÃO DA SUSPENSÃO DO DESPEJO DEFERIDA PELA MINISTRA CARMEN LÚCIA, em novembro de 2021.
MAIS UMA VEZ AS MENTIRAS CONTRA A LCP NÃO PASSARÃO, CANALHAS!
A LCP E AS FAMÍLIAS CAMPONESAS SEGUIRÃO A LUTA E VENCERÃO!
TERRA A QUEM NELA VIVE E TRABALHA!
ABAIXO A EXTREMA DIREITA E O BOLSONARISMO!
MORTE AO LATIFÚNDIO!
VIVA A REVOLUÇÃO AGRÁRIA!
PALESTINA RESISTE, PALESTINA TRIUNFARÁ!
VIVA A RESISTÊNCIA NACIONAL IRANIANA!
MORTE AO IMPERIALISMO E AO SIONISMO!
COMISSÃO NACIONAL DAS LIGAS DE CAMPONESES POBRES – LCP
Goiânia, 16 de abril de 2026